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POR QUE É MAIS “FÁCIL” O IBOVESPA CHEGAR A 100 MIL PONTOS DESSA VEZ?

Embora o valor de uma empresa continue sendo impreciso, mercado recentemente disse o quanto pagaria pelas empresas listadas.

 

A teoria de finanças elenca diversas métricas para se avaliar uma companhia: fluxo de caixa descontado (DCF, em inglês), múltiplos, ganho com dividendos. Todas elas são arbitrárias, pois dependem das premissas utilizadas pelo analista.

No DCF, qual o aumento da receita a ser considerada para o ano 1? E para os demais anos? E em relação aos custos? Irão se manter ou podem crescer mais do que a variação das receitas? Qual nível de investimentos permite à companhia crescer de forma sustentada? Qual taxa de desconto é a mais adequada para o perfil da companhia?

Se o analista utilizar a avaliação por múltiplos (P/L, FV/Ebitda, P/VPA), ele comparará o múltiplo atual com o indicador histórico da companhia ou com o dos competidores? No denominador, usará o lucro projetado ou o do ano anterior?

Eu poderia desfilar uma infinidade de questões que devem ser levadas em conta pelo avaliador. Esse post se resumiria a discutir essas questões.

O leitor menos ligado ao mercado acionário já deve ter percebido que a avaliação de uma companhia está longe de ser uma ciência exata.

Os que acreditam na teoria do mercado eficiente (TME) vão ainda mais longe. Para eles, todo esse debate sobre “valuation” é inútil. O valor justo de uma companhia é o próprio valor de mercado. Basta olhar no terminal e ver o preço da ação da empresa. Esse é o valor justo da empresa e dane-se o que o analista acha.

Embora respeite, não concordo. Na crise atual, vimos cotações caindo 15%, para depois observarmos a ação fechar em alta de 10%! Para a TME, todas as informações públicas estão disponíveis aos investidores. Assim, o pensamento médio desses investidores formará o preço justo da empresa. Mas será que surgiram tantas notícias novas que fizeram o preço justo da empresa variar 46% em apenas um dia?

Mas, como disse anteriormente, o “valuation” não é preciso. Logo, é difícil saber se o mercado referendará ou não a opinião dos analistas.

Por que dessa vez pode ser diferente?

1 – O Ibovespa atingiu a sua máxima histórica de 119,5 mil pontos em janeiro. Com aumento dos riscos como a animosidade comercial entre EUA e China e o início da pandemia do coronavírus na China, a bolsa recuou para 103 mil pontos em fevereiro. Com a proliferação da pandemia pelo mundo e o debacle do preço do petróleo, a bolsa degringolou ainda mais, atingindo 63,6 mil pontos em 23 de março.

Vamos ser conservadores e desconsiderar a máxima do Ibovespa. Caso consideremos que a recuperação será em V ou mesmo em U, o Ibovespa não pode atingir 105 mil pontos no médio prazo, valor alcançado na semana anterior ao primeiro “circuit breaker” em 9 de março?

Por outro lado, caso o leitor acredite que o mundo entrará em depressão com recuperação em L, esse índice de 105 mil pontos estará muito distante: “Cada cabeça uma sentença”.

2 – Os juros estão nos níveis mais baixos da história do país. Essa variável macroeconômica beneficia a bolsa por dois canais. A taxa de desconto a ser utilizada no DCF será menor o que aumenta o valor presente do fluxo de caixa futuro das companhias: o valor justo. E pelo lado da demanda, o investidor não possui mais investimentos rentáveis com liquidez e sem risco. Isso tende a aumentar a sua buscar por ativos de maior risco.

Dessa forma, faz sentido considerar o nível atual da bolsa cara tomando por base períodos anteriores quando os juros estavam em dois dígitos?

3 – Depois de décadas, uma equipe econômica tem uma agenda para reduzir os entraves ao empreendedorismo. A Reforma da Previdência já passou. A tributária e a administrativa devem ser pautadas em algum momento. É natural que surjam críticas desproporcionais a esse projeto vindas de setores que se beneficiaram da elevação dos gastos públicos nos últimos anos como a classe política e boa parte do funcionalismo.

Além disso, formadores de opinião torcem o nariz para essa agenda por questões ideológicas. Mas o avanço dessa agenda pode fazer bem para a economia do país e para a maior parte da população. Certeza só temos a de que a política econômica feita no último governo petista foi um desastre. Por isso, por que não tentar algo novo?

O futuro é incerto. Mas se a recuperação da renda ocorrer de forma relativamente rápida, por que não esperar que o mercado volte a pagar pelas ações o que pagou há apenas três meses?

Fonte: Valor Investe

 

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